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Circo Teatro Capixaba faz 15 anos de Olho no Duto
No ano de comemoração de seus 15 anos de existencia, o Circo Teatro Capixaba tem muita historia pra contar, pesquisas e montagens teatrais e sobretudo sobre experiencias adquiridas com sua atuação nas ruas e espaços abertos.

A companhia tem uma pesquisa que alia linguagens teatrais populares ao teatro de rua , criando este ambiente de diversidade estética e de protagonismo comunitário.

Seguindo uma tendencia do teatro popular brasileiro, motivado por encontros e parcerias com mestres e parceiros, o Circo Teatro Capixaba desenvolve uma linguagem teatral própria, gerada na interação com o publico e na organicidade da roda.

No projeto De Olho no Duto, a Escola Livre de Palhaços convida grupos dos estados de São Paulo, Minas, Rio e Espirito Santo para circularem por comunidades por onde passam os dutos de gas e petroleo geridos pela Transpetro.

O projeto tem um carater explicito de responsabilidade social, somado a isso, coroa os 15 anos do Circo Teatro Capixaba, que já atua nas cidades e comunidades do Estado capixaba e do Brasil, levando oficinas e apresentações a encontros, mostras e festivais.

O trabalho em comunidades carentes, consideradas zonas de alta vulnerabilidade social, gera contraste e estranhamento, pela ideia inusitada de encontrar palhaços e personagens andando por becos e vielas, provoca sobretudo uma reflexão sobre o que se espera do espaço cotidiano, evidenciada quando uma criança exclamou “ aqui também é lugar de palhaço!”, entusiasmada quando viu o cortejo chegando pela rua, com esgoto a ceu aberto em Belvedere/Serra.

Aplicando a capacidade do palhaço de acionar e envolver pessoas, o Circo Teatro Capixaba realiza atraves do projeto De Olho no Duto cortejos, oficinas, espetaculos e rodas de conversa em 12 comunidades do estado, nos municipios de Viana, Serra, São Mateus, Linhares, Fundão e Cariacica.

O carater de alerta a segurança e a seriedade do cuidado com os dutos se torna mais atraente e marcante quando são introduzidos e citados pelos palhaços, sem contudo, tirar a magia comica e circense gerada pela presença dos palhaços e palhaças nas zonas de vulnerabilidade social.
Fonte: Assessoria/Thiago Araujo