Colatina
Petista é a primeira mulher negra a disputar o governo do ES
Ela é a mais jovem entre os seis candidatos na disputa pelo governo do Espírito Santo pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nestas de eleições 2018.

Aos 35 anos, a colatinense Jackeline Oliveira Rocha estréia na política como a primeira mulher negra a concorrer ao cargo de governador conforme estima o diretório estadual do partido. Vai disputar sua primeira votação já com desafio de desbancar tubarões da política capixaba.

Filiada ao PT desde 2004, a candidata petista entra de sola na luta para duelar frente a frente com adversários veteranos.

Estão no páreo o ex-governador Renato Casagrande (PSB) líder nas pesquisas, a senadora Rose de Freitas (Podemos) deputado federal Carlos Manato (PSL), Arildemo Teixeira (PTB) e André Moreira (Psol).

Sem aliança partidária, Jackeline corre sozinha na raia com seu vice, o advogado Cleber Lanes em busca da preferência dos 2,7 milhões de eleitores capixabas, na conta do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES).

Nascida e criada em Colatina, Jacke conquistou a vaga para disputar o cargo na convenção no início de agosto em Vitória. Ela é membro da executiva estadual e do diretório nacional do PT.

“Nosso plano era compor coligação do Casagrande ou Rose de Freitas sem êxito, acabou por lançar candidatura própria, estamos ai na disputa”, disse a petista batendo as mãos em entrevista na Redação do Diário do Noroeste. Foi a única candidata a governador que subiu o morro e visitou as instalações do jornal.

Microempreendedora e estudante de administração, a candidata mostra os três eixos principais do projeto de governo, Segundo ela são firmados na geração de emprego e renda por meio do associativismo, isenção de grandes empresas, diálogo com os municípios, transparência no Crime da Samarco provocado pela onda de lama de rejeitos no Rio Doce. No golpe onde tivemos a presidente Dilma impichimada refletiu no estado criando um cenário desafiador«, lembrou.

A garantia dos direitos da juventude negra é outra proposta de campanha, aliado ao Observatório do Trabalho na busca de vagas de trabalho.

Filha de caminhoneiro e uma dona casa, a Jacke é solteira trabalhou nove anos no comércio colatinense até se fixar em Vitória onde atuou como gerente da economia solidária e microcrédito do governo. Ela diz não se perturbar com o isolamento político e favoritismo do socialista Casagrande, pois pensa que a ‘densidade eleitoral do PT’ é chave para o eleitor apertar 13 na urna eletrônica e ocupar o Palácio Anchieta.