Comportamento
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Palhaços e Palhaças com responsabilidade social
Os palhaços e as palhaças estão cada vez mais presentes na vida diária, são um arquétipo popular visto em circos, festas infantis, hambúrgueres e outros anúncios corporativos, e nas ruas públicas.

Sua presença causa reações diversas, surpresa, riso, susto, estranhamento, afinal, ninguém espera encontrar um palhaço ou uma palhaça andando pelas ruas inusitadamente.

Existe uma identidade muito antiga que conecta contos de fada e memórias de infância a figura do palhaço, afinal, quem na infância, nunca sonhou em ser palhaço ou malabarista e fugir com o circo?

O Circo Teatro Capixaba, grupo com 15 anos de existência, neste ano circula por comunidades carentes do estado em nome do Projeto De Olho no Duto, atráves do convênio firmado entre a Escola Livre de Palhaços – Eslipa e a Transpetro.

Num ato de responsabilidade social a empresa oferece uma experiencia de comunicação e teatro, fazendo uma aplicação afirmativa da presença do palhaço e de sua marca institucional ao longo dos dutos que administra e conserva.

Mas o que é exatamente a responsabilidade social e como ela se associa a educação e ao lazer? Se formos formular uma pergunta, quais os horizontes a responsabilidade social descortina para a marca da empresa e qual a importância de ações como esta, realizada pela Transpetro e executada pelos Palhaços e Palhaças do Circo Teatro Capixaba e da Escola Livre de Palhaços?

Primeiro, devemos esclarecer do que se trata o conceito de responsabilidade social. De acordo com EON( 2015), a responsabilidade social é quando empresas, de forma voluntária ou por ajustes institucionais , adotam posturas, comportamentos e ações que promovam o bem-estar dos seus públicos interno e externo, envolvendo aí a qualidade de vida e bem estar do público interno da empresa, mas também a redução de impactos negativos de sua atividade na comunidade e meio ambiente.

É importante frisar que o conceito não deve ser confundido com filantropia ou simples assistência social. Aqui, na lógica do “é melhor ensinar a pescar, do que dar o peixe”, entende-se responsabilidade social como um processo contínuo e de melhoria da empresa na sua relação com seus funcionários, comunidades e parceiros.

Não há viés assistencialista, uma vez que há uma lógica embutida de desenvolvimento sustentável e crescimento responsável. A maior parte das empresas que adotam postura socialmente responsáveis auferem um crescimento mais sustentável, ganhos de imagem e visibilidade e são menos propícias a litígios ou problemas judiciais.

Em segundo, podemos associar os Palhaços e Palhaças como expressões artisticas e culturais que são, com as ações de responsabilidade social, na medida que fundamentam sua prática no resgate da cidadania e ocupação de espaços na sociedade através da experiencia estética e comunicativa.

Traduzem, assim a busca por iniciativas viáveis para a inclusão social de todos no processo de conhecimento, numa sociedade que busca a cada dia oferecer experiências de acesso a informação e indo alem, revelam o reconhecimento do poder transformador da cultura e seus usos como fator de reversão de baixos indicadores sociais.

Assim, a estratégia de permanência e continuidade dos projetos culturais é priorizada em relação a eventos esparsos, que em geral vêm com o rótulo de “formação de platéia”.

Tais estratégias requerem o conhecimento e o reconhecimento do contexto, no qual se insere culturalmente uma comunidade, assim como a Escola Livre de Palhaços e o Circo Teatro Capixaba tem realizado em parceria com a Transpetro no Projeto De Olho no Duto.
Fonte: Assessoria/Thiago Araujo