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Câncer de pâncreas: um desafio para a medicina
As mortes recentes do jornalista Otavio Frias Filho e da cantora Aretha Franklin, devido ao câncer de pâncreas, colocaram a doença em destaque na mídia. Este é um tipo de tumor raro, agressivo, de difícil diagnóstico e rápido avanço.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os tumores de pâncreas representam 2% de todos os tipos da doença registrados no Brasil - estima-se que o país tenha mais de 8 mil novos casos a cada ano, sendo ele mais prevalente entre a população acima de 60 anos.

A médica Taynan Nunes Ribeiro, oncologista clínica do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), unidade capixaba do Grupo Oncoclínicas, explica que o pâncreas é uma glândula situada atrás do estômago, responsável por produzir enzimas que auxiliam na digestão dos alimentos e hormônios responsáveis por controlar o nível de glicose no sangue.

Segundo a médica do Cecon, o câncer de pâncreas tem uma frequência ligeiramente maior entre os homens do que as mulheres e fatores como tabagismo, sobrepeso ou obesidade e pancreatite crônica aumentam a chance de ter a doença, além do abuso do álcool.

Apesar da raridade da doença, ela é temida por seus altos índices de mortalidade. Conforme explica a Dra. Taynan, um dos motivos para isso é que o diagnóstico ocorre em fases mais avançadas, já que este câncer não costuma dar sintomas nas fases iniciais. Além disso, a doença é agressiva e tem capacidade de crescer rapidamente, podendo comprometer as estruturas vizinhas e se espalhar para outros órgãos com o fígado, por exemplo.

A médica explica que os sintomas mais frequentes são dor na parte superior do abdome ou nas costas, falta de apetite, emagrecimento, náusea, vômitos, fadiga, pele e olhos amarelados, sendo que este sintoma é acompanhado por prurido, urina escura e fezes claras. “Vale lembrar que outras doenças também podem apresentar alguns desses sintomas, portanto é importante que o paciente procure logo o médico para exclusão de outras causas e realização do diagnóstico”, explica a Dra. Taynan.

Ela lembra que, quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o resultado do tratamento. Porém, ressalta que não existe nenhuma forma de rastrear a doença em pessoas saudáveis, sem suspeita da doença, para que o diagnóstico seja feito nos estágios iniciais, como no caso do câncer de mama, cujo rastreamento é feito com mamografia.

Segundo a médica, o tratamento do câncer de pâncreas depende do estágio de disseminação da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia.

“Apesar dos avanços na medicina na área da oncologia, é necessário encontrar terapias mais eficazes para o tratamento do câncer de pâncreas e meios para diagnosticar a doença mais precocemente. Enquanto aguardamos resultados de pesquisas na área, a recomendação é adotar um estilo de vida saudável para pode minimizar os riscos da doença”, conclui.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 10 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 43 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 400 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes. O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA.

Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com
Fonte: Alessandra Fornazier/Assessoria