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21/06/2018
Secretário de Saúde diz que Estado não deve nada ao Hospital e Maternidade São José
O secretário estadual de saúde do Espírito Santo Ricardo Oliveira garantiu que o governo do Estado ‘não deve nada’ ao Hospital e Maternidade São José (HMSJ) que sinaliza parar o atendimento de urgências devido a dificuldades financeiras em Colatina, noroeste do Espírito Santo.

“Não são verdadeiras as afirmações divulgadas sobre dívidas da Secretária de Estado da Saúde (Sesa)com o Hospital São José. As nossas contas com o Hospital São José estão em dia. As notícias são falsas”, disse.

O secretário Ricardo Oliveira deu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 19 no auditório do Serviço Colatinense de Saneamento Ambiental (Sanear) para esclarecer notícias e comentários nas redes sociais diante do comunicado de que o hospital filantrópico pode parar atender urgências cardiológicas e obstetrícia por falta de pagamento aos médicos e fornecedores. «De imediato já estamos ajudando junto a prefeitura e governo federal, além de recursos na ordem R$ 1,7 milhão e outro de R$ 980 mil do teto que foram repassado além da cota«, adiantou Ricardo.

Sem dinheiro, o pedido de socorro do hospital por verbas complementares vem desde abril de 2017, revela Pergentino de Vasconcelos Júnior presidente da Fundação Social Rural de Colatina, mantenedora do HMSJ.

De acordo com Pergentino Jr em maio deste ano o déficit acumulado de cerca R$ 800 mil ao mês ‘compromete o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Nós não temos mais condições de atender urgência. Desde abril 2017 que tentamos negociar insistentemente com o governo. O impasse tem prejudicado o atendimento a ponto de não termo mais condições de atender urgências”, afirmou.

Segundo Pergentino, o HMSJ arrecada R$ 52 milhões anuais e gasta R$ 60 milhões com pacientes do SUS e uma nota técnica da Sesa comprova que o Estado paga ao São José valores menores que outros hospitais.

“Não tem cabimento pacientes SUS de Colatina e do Norte terem procedimentos pagos a menor do que outras cidades. Afinal, o sistema de saúde é único”, desabafou.

Fonte: Nilo Tardin