Política
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Qual foi o grande pecado do presidente Lula”?
Confirmado como candidato do PT à sucessão de Michel Temer, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad fez breve discurso em frente à Superintendência da Polícia Federal, no início da noite desta terça-feira 11, por meio do qual homenageou a história do ex-presidente Lula.

Impedido de disputar as eleições e preso desde 7 de abril na capital paranaense, Lula divulgou carta, lida na ocasião, em que pede votos para o correligionário.

«Fico me perguntando: qual foi o grande pecado do presidente Lula? Será que foi ter reaberto as portas das universidade para os filhos de trabalhador? Será que foi ter duplicado as vagas públicas nas universidades federais e reservado uma parte para a escola pública?«, discursou o presidenciável petista, lembrando que, durante o governo Lula (2003-2010), o Brasil saiu do Mapa da Fome, índice da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Ex-ministro da Educação de Lula, Haddad fez uma crítica velada ao processo de impeachment que interrompeu, em maio de 2016, o segundo governo Dilma Rousseff, com o subsequente início da gestão Temer. «Bastaram menos de dois anos para que o Brasil voltasse ao Mapa da Fome. Para que o noticiário ficasse recheado de notícias que havia muito tempo não ouvíamos, como aumento da mortalidade infantil, aumento da mortalidade materna, a volta da fome«, reclamou o candidato.

Ao lado de Haddad, no palco montado para o anúncio do ato de campanha, figuras como sua companheira de chapa, a deputada estadual Manuela DµÁvila (PCdoB), a ex-presidente Dilma, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), o senador Lindbergh Farias (RJ), o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado e membro fundador do PT hoje ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Coube a Greenhalgh ler mais uma carta escrita por Lula da prisão, agora para pedir votos em Haddad.

Ao final do discurso, Gleisi exortou a plateia de militantes a dar «boa noite« a Lula, em um ritual que tem se repetido a 158 dias, desde sua prisão.
Fonte: Congresso em Foco