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Previsão de safra maior derruba o preço do café conilon
O produtor Paulo Martinelli tem 30 mil pés de café em Colatina, no noroeste do Espírito Santo. No ano passado, ele colheu 150 sacas de café conilon.

A baixa produção ainda era reflexo da estiagem que começou em 2015. Mas este ano ele espera colher três vezes mais: “Desde 2012, que nós não temos uma lavoura que promete uma produção boa como essa”.

O clima ajudou e nesse ano a produção vai ser maior. De acordo com o primeiro levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento, a alta na safra deve ficar entre 29% e 46%.

Com a expectativa de mais produto no mercado, o preço já caiu. “As condições climáticas em 2017 favoreceram um bom desenvolvimento das plantas, houve um bom pegamento das floradas. Juntamente com a queda do preço internacional, provocado principalmente pelo período de colheita da safra do Vietnã, fez com que o preço caísse mais de 10% só em janeiro”, explica Antônio Pancieri Neto, corretor de café.

Em um ano, a desvalorização foi de 36%. “Com a chegada da colheita, é norma que se tenha mais volume de café ofertado no mercado. Isso não favorece a alta dos preços”, afirma Antônio.

O produtor Luiz Mauri ainda tem 20% do café estocado, mas por enquanto ele não vai vender: “Minha expectativa é que não tem como o preço do café se manter tão baixo assim. Ele vai ter que subir, porque não tem café pro consumo que vai ter”.
Fonte: Café de Verdade